quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015


ARTE ROMANA

A fundação de Roma está cercada de lendas e mitos. Tradicionalmente considera-se que ela se deu em 753 a.C. A formação cultural do povo romano sofreu forte influência de GREGOS e ETRUSCOS, que ocuparam diferentes regiões da Itália entre os séculos XII e VI a.C.
Os romanos receberam dos etruscos a ideia de que a arte deve sempre expressar a realidade vivida. Dos gregos, herdaram a visão de que a arte deve expressar um ideal de beleza.

A ORIGEM de ROMA
Segundo historiadores, Roma foi fundada por Rômulo e Remo, que eram irmãos gêmeos. Segundo a história eles eram filhos da sacerdotisa REA SILVA e do deus MARTE e herdeiros do reino de ALBA LONGA. Mas AMULIO, seu tio, queria ocupar o trono e mandou joga-los ainda bebes no rio TIBRE. Encontrados por uma loba (Lupa), que os amamentou, os irmãos foram depois criados pelo pastor FAUSTOLO e sua mulher LAURENTIA e tornaram-se adultos fortes e corajosos. Proclamados reis acabaram disputando o poder e durante um conflito, Remo foi morto. Assim, Rómulo, tornou-se o único chefe e a nova cidade foi chamada de ROMA.

Lupa Capitolina


IMPÉRIO ROMANO

Os romanos admiravam muito os gregos e tinham laços culturais, comerciais e políticos com eles. Quando as potências helênicas (gregas) começaram a apelar para Roma auxiliar em suas lutas, já que os romanos eram bem organizados militarmente, estes começaram a subjugar os reinos grego (polis) um por um, o último foi o Egito, conquistado por Augusto em 31 a.C.
O gigantesco Império Romano floresceu durante mais de dois séculos, trazendo paz e prosperidade ao povo. Contudo no ano de 285 d.C. o imperador DIOCLESIANO, astutamente, dividiu o império em quarto partes afim de impedir o declínio do império.
Em 330 d.C. o imperador Constantino transferiu a residência imperial para CONSTANTINOPLA. Os dias da grande Roma chegam ao fim.
Os romanos eram fascinados pela arte grega, encomendavam esculturas e pinturas para decorarem suas casas.Uma grande quantidade de esculturas foram produzidas durante o período do Império Romano, a maioria eram estátuas gregas.


ESCULTURA ROMANA

Os Romanos eram realistas e práticos, buscando a imagem fiel das coisas. Contudo quando os gregos escultores trabalhavam para os romanos e faziam os parecer mais belos e poderosos em seus retratados. Exemplo disso é a escultura do Imperador Augusto da Prima Porta, no Museu do Vaticano. Estátua tem como referência a estátua do DORÌFORO de Policleto, que foi escolhido como modelo para retratar o Imperador Augusto (http://pt.wikipedia.org/wiki/Augusto) devidamente modificada. As características de autoridade e admiração, elegância e comedimento da estátua grega são preservadas contudo acrescentando as feições de Augusto embelezadas e com vestimentas ricamente trabalhadas e o foco e direção no braço levantado numa posição de comando. Assim Doríforo foi transformado em Augusto, a escultura clássica foi romanizada.

 
     
DORÍFORO                                    AUGUSTO da Prima Porta  

Outro exemplo da herança grega na escultura são os relevos históricos como por exemplo o Altar da Paz (http://pt.wikipedia.org/wiki/Ara_Pacis) que foi feito no tempo do Imperador Augusto. Estes relevos que nos mostram uma procissão que certamente recorda a procissão esculpida no friso do Partenon.



ALTAR DE PARGAMO. (Pesquisa)


A ¨COLUNA DE TRAJANO¨, em Roma é outra grande representação da escultura greco-romana, são relevos que contam a história da batalha e tomada da muralha, a onde as figuras sobressaem do fundo de pedra. O Imperador espanhol Trajano encomendou ao sírio Apolodoro de Damasco, o maior de todos os foros romanos, um verdadeiro conjunto cenográfico, presidido pela estátua do imperador no alto da coluna.







PINTURA ROMANA

O RETRATO
Por temperamento e por tradição os romanos eram muito diferentes dos gregos. Enquanto os gregos gostavam da abstração e da generalização no pensamento e na arte, os romanos, realistas e práticos como eram, preferiam o fato específico.
Os retratos gregos eram quase exclusivamente de homens e mulheres famosos, como atletas, filósofos poetas ou governantes. Os retratos romanos podiam ser de qualquer pessoa que dispusesse de meios para encomenda-los. Estes retratos obedeciam aos mesmos critérios usados pelos escultores, o de reproduzir fielmente porem modificando as características dos retratados mais belos e poderosos.




Inspiração grega para pintura romana.
Os romanos admiravam a pintura grega. Tanto quanto a admiravam a escultura, encorajaram os artistas por eles empregados a fazerem cópias de obras gregas famosas ou populares para decorar suas casas. Figuras isoladas, grupos e painéis inteiros foram produzidos, adaptados, adulterados ou embelezados de acordo com a habilidade dos pintores e as exigências dos seus clientes
Enquanto quase toda pintura grega se perdeu, uma considerável parte da romana sobreviveu até hoje. A maior parte da pintura romana que chegou até nós, provém das paredes das casas particulares e edifícios públicos de POMPEIA e HERCULANO, duas cidades que foram soterradas pelas lavas do vulcão VESÙVIO em 79 d.C. e permaneceram 1500 anos soterradas.


A pintura em POMPEIA era feita nas paredes de forma a dar ilusão de materiais caros como placas de mármore, muito usadas na época.
Os pintores romanos aperfeiçoaram esta ideia de criar ilusão de espaços pintados nas paredes, criando janelas abertas e paisagens, pessoas e jardins. Cria-se uma falsa PERSPECTIVA dando a ilusão de PROFUNDIDADE nos desenhos das paredes. Algumas pinturas apresentam cenas bem teatrais, diferentes das vistas cotidianas que se apresentam em outras casas.





ARQUITETURA   ROMANA

Os Romanos construíram casas, templos, teatros, anfiteatros ou arenas, estradas, aquedutos e termas.
O aspecto mais importante da arquitetura romana foi a invenção do ARCO e da ABÓBODA. Estas duas inovações técnicas além do uso do CIMENTO (betão), permitiu um grande avanço na forma de construir. Os romanos herdaram dos gregos as ordens de coluna dórica, jônica e coríntia e a estas acrescentaram a ordem TOSCANA e COMPOSTA.
ordem toscana é desenvolvida na época romana e trata-se de uma simplificação de mesmas proporções do dórico. A coluna apresenta base circular, o fuste é liso, sem caneluras, e o capitel simples, com toros.1 As colunas dessa ordem são separadas por grandes distâncias.
 A coluna composta ou compósita foi uma ordem da arquitetura clássica desenvolvida pelos romanos a partir dos desenhos das ordens jônica e coríntia.
Até o período do Renascimento a ordem foi considerada uma versão tardia do coríntio. Trata-se de um estilo misto em que se inserem no capitel as volutas do jónico e as folhas de acanto do coríntio.
Os romanos absorveram a estética grega mas não perderam o sentido tradicional das edificações.
O PANTEÃO (http://pt.wikipedia.org/wiki/Pante%C3%A3o_(Roma) , construído em Roma no tempo do Imperador Adriano (117 – 138) é um templo romano que preserva a linha tradicional harmonizado com colunas de ordem gregas e com frontão; na sua forma circular apresenta o seu interior abobadado sobre uma cúpula com abertura central o óculo.


 Outra grande construção da arquitetura Romana foi o ANFITEATRO.
A experiência de engenharia no uso de arcos e abóbodas e a prática do uso do concreto habilitaram os  romanos a criar edifícios de formato grandioso. Essas técnicas também os habilitaram a transformar o teatro grego.
Os teatros gregos eram construídos em encostas, não eram edificações independentes.

Os romanos engenhosamente, usaram filas sobrepostas de ARCOS, construídos de concreto para obter uma estrutura equivalente a uma encosta, na qual assentavam o auditório. Assim, puderam construir teatros em qualquer lugar, mesmo nos mais planos trechos de deserto. Os teatros que construíram eram edifícios independentes.
Teatro Grego
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Devido a necessidade de uma melhor visão dos espetáculos das sanguinolentas lutas dos GLADIADORES, ora de homens com homens, ora de homens com animais, os romanos decidiram colocar dois tetros um de costas para o outro e as paredes a onde seria a SCANENAE ou CENA foram removidas. Assim uma estrutura totalmente circular, uma arena oval com assentos dispostos em filas escalonados, um ANFITEATRO.
Anfiteatro – Arena de Verona – Itália.
  
O mais famoso anfiteatro é o COLISEU de Roma. Este edifício de grandes proporções possui em sua fachada colunas e arcos. As colunas são elementos decorativos que seguem as três ordens de colunas gregas sobrepostas, no andar inferior, meias colunas dóricas. No segundo andar meias colunas jônicas e no terceiro meias colunas coríntias entre os vãos das arcadas. Essas ordens não suportam nem um peso da estrutura, são apenas ornamentais.
Outro espaço arquitetônico da antiguidade romana era o Forum Magnum ou simplesmente FORUM. Localizado no centro de Roma era uma praça retangular circundada por várias construções comercias e públicas : Templos, Basílicas, Arcos e a Cúria o que depois passou a ser chamado de Senado. Um centro cultural e comercial a onde acontecia toda a vida da Roma Antiga. Nesta praça existia um púlpito a onde eram realizados discursos públicos e até processos criminais eram sentenciados.
 
A ARTE ROMANA - http://youtu.be/QqVvbjJzOrs
Grandes Civilizações ROMA - parte 1 - http://youtu.be/XdC3JzFyM3k
Grandes Civilizações ROMA - parte 2 - http://youtu.be/5tRx3-mQpts

sábado, 26 de julho de 2014

Arte Grega    
 Pintura Grega

Encontramos a representação da pintura grega em cerâmicas e murais feitos para decorar as casas. Os exemplos de pinturas murais ou feita nas paredes que nos chegaram até hoje são Romanos, encontrados em POMPEIA, cidade que ficou 1500 anos soterrada sobre as lavas do Vesúvio.
A pintura grega infelizmente se perdeu nos séculos, nos restando somente sua representação na decoração dos seus belos vasos.

Na antiguidade Atenas possuía uma grande indústria de fabricação de vasos, exportando várias cidades longínquas como a Gália e a Germânia. Os vasos eram artisticamente trabalhados mas também obedeciam as suas funções, armazenar vinha, água, azeite e alimentos.

Os artesões criavam motivos geométricos, cenas mitológicas ou do cotidiano. A classificação dos  vasos  também obedecem a ordem dos períodos da arte grega, encontramos somente mais um novo período, logo no seu início, o período GEOMÉTRICO. Seguido dos já conhecidos, ARCAICO, CLÁSSICO e HELÊNICO.

Vasos do Período GEOMÉTRICO
Nessa fase o artista ou artesão cria composições equilibradas usando linhas sinuosas, círculos e padrões que se repetem.
  

Vasos do Período ARCAICO
Neste período a pintura dos vasos e mais NATURALISTA e FIGURATIVA, os temas são mitológicos e teológicos. Nasce o estilo FIGURA VERMELHA.

Esta técnica permite que as figuras delineadas no vermelho natural da argila se faziam realçar quando os detalhes internos do desenho eram pintados de preto, criando uma FIGURA EM VERMELHO e FUNDO PRETO.
No final deste período, surge a FIGURA NEGRA.

Nesse processo o fundo era pintado com barro preto líquido sobre uma argila rica em ferro, que ficava alaranjada quando queimada, surgindo as figuras em negro contra um fundo avermelhado.
 

Vasos do Período CLÁSSICO
Esse período foi o auge da arte grega, uma época em que o povo contesta as tradições e mitos sobre os deuses. Um período em que a razão e a ciência se sobressaem e a filosofia aparece para os homens. Um período a onde o HOMEM é o centro das atenções.
Nesse período, os pintores se apropriam da técnica de pintura FIGURAS VERMELHAS, na qual elaboram desenhos mais detalhados por meio de finas e negras linhas, possibilitando criar efeitos de tridimensionalidade e volumes nos vasos, como vemos em detalhes de dobras de tecidos de figuras femininas.


Vasos do Período HELÊNICO

O Período Helênico difundiu extraordinariamente a língua, a religião e a cultura grega nos territórios conquistados por Alexandre, O Grande. Nesse período, os estilos de figuras vermelhas e pretas que dominaram mais de três séculos, foram abandonados, e Atenas perde o monopólio que tinha até então no mercado de vasos.
Arte Grega  
         ESCULTURA NA GRÉCIA ANTIGA 
                 
Aproximadamente no fim do século VII a.C., no período ARCAICO, os gregos começaram a esculpir em mármore grandes figuras masculinas os KOUROS ( homem jovem) e femininas as KORÉ.
           

Nas obras deste período nota-se influência da escultura egípcia não só como fonte inspiradora mas também na técnica. O escultor grego deste período assim como o escultor egípcio usa da simetria natural do corpo humano para equilibrar o peso distribuído sobre as duas pernas em posição rígida frontal.
 
                                                   Museu do Vaticano
No período Clássico, as esculturas gregas deixam a frontalidade do arcaico e assumem movimento. O que temos de exemplo de esculturas gregas hoje são cópias romanas que os ricos romanos encomendavam para decorar suas casas e foram preservadas.

As esculturas gregas clássicas eram POLICRÔMICAS, ou seja coloridas e não brancas como o mármore. Os escultores gregos faziam esculturas em madeira, mármore e bronze, cada uma obedecendo sua técnica.

Os maiores escultores do período clássico foram FÍDIAS, POLICLETO e MIRO.
Fídias  fez a decoração do PARTENON , tempo dedicado a Deusa ATENA na Acrópole Grega e a estátua de ZEUS em Olímpia, desaparecida.
Policleto e conhecido pelo seu célebre DORÍFORO.

E Fídias inventou o CANONE (ou medida) das sete cabeças, a onde cada escultura deveria ser feita sobre a regra, do alto da cabeça até a linha dos pés com a medida de sete vezes a da cabeça.

Miron é o terceiro grande escultor da Grécia antiga com sua obra, o DISCÓBULO ou lançador de disco, o que rompe de modo absoluto e audacioso com a rigidez e frontalidade da escultura arcaica e introduz o movimento.

Helenístico deriva da palavra hélade, que era como a  Grécia era conhecida na antiguidade. Esse termo foi usado na época de ALEXANDRE, O GRANDE conquistador que divulgou a cultura da Grécia em vários continentes.

O período HELÊNICO nos mostra uma inversão de valores, a onde o HOMEM se destaca perante os DEUSES, ocupando seu lugar nas temáticas. A ARTE já perdera o vínculo com a religião e a mitologia.
Os artistas se preocupam com a melhor forma de demonstrar a DRAMATICIDADE e a tensão das cenas representadas. Tais cenas aparecem agora com grupo de pessoas dando maior veracidade na representação.


Exemplo disso é a obra LAOCOONTE e seus filhos que esta no Museu do Vaticano. A escultura representa o sacerdote troiano Laocoonte, conhecido por ter avisado seu povo que o cavalo de TROIA tinha inimigos em sua barriga. Os deuses do Olimpo descontentes com tal ação enviaram do mar duas serpentes que envolvem Laocoonte e seus dois filhos, sufocando-os até a morte. A dramaticidade desta escultura e representada pela expressão facial de dor e contorções corporais do pai e filhos.

Vênus de Milo Museu do Louvre
Poseidon, bronze, Museu de Atenas.

Arte GREGA

 Os historiadores costumam dividir a história grega em 3 períodos: o ARCAICO que abrange os séculos XII a VII a C , o CLÁSSICO , os séculos VI, V e IV a C e o HELÊNICO que vai desde a morte de ALEXANDRE (O GRANDE) 323 a C até a instituição do Império Romano em 30 a C.



A Grécia é um país formado por várias ilhas com uma geografia montanhosa que dificulta a comunicação entre as tribos, o que resultou a formação de cidades-estados (polis) independentes como Esparta e Atenas.

Arquitetura Grega
ACRÓPOLE em Atenas

Os gregos construíam espaços que acolhiam e valorizavam a vida social, como templos, teatros, estádios, jardins e praças públicas.
As construções eram de pedra em um sistema simples chamado de TRILÍTIO que é a combinação de uma laje horizontal sustentada por duas colunas de apoio. O peso da trave de pedra distribui-se uniformemente sobre os suportes, e estes descarregam-se diretamente sobre o terreno.
 No período Clássico, encontramos os três estilos de arquitetura grega: o DÓRICO, o JÔNICO e o CORINTIO. São facilmente reconhecidos pelo CAPITEL da coluna.




As colunas são formadas por três partes: o CAPITEL, parte superior, decima da coluna, o FUSTE, se caracteriza pelo meio ou corpo da coluna e a BASE, a onde a coluna encontra o chão.

A coluna DÓRICA é a mais antiga, tem um capitel simples quadrangular sobre um suporte circular e convexo, o fuste apresenta caneluras geralmente pouco largas e pouco profundas, proporcionando o jogo de sombras. NÃO POSSUI BASE, assentando-se diretamente no solo.


A coluna JÔNICA apresenta duas VOLUTAS no CAPITEL e a base apresenta dois TOROS, anéis de perfil convexo. O FUSTE apresenta caneluras mais estreitas e profundas do que as das colunas dóricas.


A coluna CORÍNTIA, tem no capitel folhas de acanto estilizadas. Esta coluna conserva as linhas gerais jônicas, contudo um estilo mais suntuoso e luxo. Foi muito usada na última fase da arte grega a HELENÍSTICA.


A arquitetura grega é estática, baseada no princípio construtivo de peso e sustentação dominada pelo sentido de horizontalidade. O maior exemplo de arquitetura grega e o TEMPLO.
PARTENON
O templo era a moradia da divindade, e não se destinava a reunião dos fiéis. O templo era construído sobre uma base de três degraus, as colunas e as paredes do templo eram erguidas sobre o mais elevado deles. Os templos são construídos obedecendo dois modelos, o da ordem Dórica (Partenon em Atena) e o da ordem Jônica (Erecteion).
Templo de Erecteion
Cariátides


O templo grego era simétrico entre o pórtico da entrada e o dos fundos com um espaço central a onde ficava a estátua da divindade. Era cercado de colunas que poderiam até ter duas fileiras. A cobertura do templo era constituída de dois telhados altos no centro e inclinados para os lados. Essa posição do telhado, tanto na entrada do templo como no fundo, criava um espaço em forma de triângulo denominado FRONTÃO, que era decorado com esculturas.